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Livros

Aqui Estou — Jonathan Safran Foer

Título: Aqui estou
Autor: Jonathan Safran Foer
Primeira publicação: 2016
Editora: Rocco
Ano: 2017
Páginas: 592
Classificação: 2/5
Skoob | Goodreads

Sinopse: Após onze anos de espera, Jonathan Safran Foer, um dos mais aclamados nomes da literatura deste século, retorna ao romance com Aqui estou. Assim como nos celebrados Tudo se ilumina e Extremamente alto e incrivelmente perto, o autor apresenta uma narrativa que, partindo do doméstico, transborda universalidade ao contar a história de uma família judia em Washington que vive um momento de crise, ao mesmo tempo que um terremoto de grandes proporções atinge Israel, gerando ainda mais instabilidade política e social na região e abalando também as convicções de cada um dos personagens e a própria estrutura familiar. Captando com precisão o espírito caótico de nosso tempo em uma trama pontuada por casamentos em xeque, cidades devastadas e opiniões polarizadas, Foer reflete sobre os conceitos de felicidade, tristeza, vida, morte, amor, intimidade, sexualidade, religião, ceticismo, tradição, tecnologia, cultura, passado, presente e futuro. Considerado um dos melhores livros de 2016 pela crítica (The New York Times, Time Magazine, Times Literary Supplement), Aqui estou é uma obra impactante, engraçada e, acima de tudo, urgente.

Bom… Vamos lá. Preciso respirar fundo algumas vezes antes de começar essa resenha porque só eu sei o nervoso que passei com esse livro, viu.

Jonathan Safran Foer é um dos autores que eu conheci lá em meados de 2010 por conta do Tumblr. Seus dois primeiros livros Está Tudo Iluminado Extremamente Alto e Incrivelmente Perto foram adaptados para o cinema e se tornaram o YA must read da época. Só li (e assisti o filme) do segundo, e realmente é um livro maravilhoso e denso, apresentando a história pelo ponto de vista de um garoto de 9 anos que buscas respostas sobre a morte de seu pai durante os ataques terroristas de 11 de Setembro. Me arrepia só de lembrar.

Aí quando chegou a seleção de lançamentos de Maio da Rocco, bati o olho e sabia que eu queria ler um livro tão incrível quanto, mesmo tendo prometido a mim mesma que ia escolher qualquer coisa com menos de 400 páginas“Aí vai ser certeiro, não vou me decepcionar!”, eu pensei. Que erro.

“Aqui estou” começa com o conflito de Sam, um pré-adolescente judeu que está às vésperas de seu bar mitzvah, mas seus pais são chamados na escola judaica quando o diretor descobre uma folha cheia de insultos escritas por ele. Sam alega que não escreveu aquelas palavras, e seu pai, Jacob, acredita nele. Mas Julia, sua mãe, tem certeza de sua culpa. O bar mitzvah agora corre o risco de não acontecer, decepcionando então o bisavô de Max, Isaac.

Aí você pensa: ok, vamos lidar com esse conflito entre os pais, Sam tentando provar sua inocência, coisa e tal. Não. De uma hora para outra o conflito muda: Julia encontra no banheiro o celular secreto de Jacob, cheio de mensagens explícitas que ele trocava com outra mulher. Ah, então vamos lidar com o conflito do casal, separação, como ficam os filhos nesse meio, legal. Não. Agora o primo Israelense de Jacob chega na cidade, e começa a se desenrolar uma guerra em Israel. Oi? É.

A sensação que fica é que o autor não conseguiu criar um conflito forte para sustentar a trama e foi pulando de conflito em conflito. Mal se toca no assunto do conflito inicial, ele se resolve de repente, o conflito do casal também não entra novamente em foco e só aparece vez ou outra nos pensamentos dos dois. Isso faz com o que o livro se arraste e, sinceramente, eu não aguentei terminar. Chegando nas últimas 150 páginas só segui uma leitura dinâmica pra entender a conclusão geral da coisa toda e não senti falta de ter lido com atenção esse final, uma vez que não há envolvimento suficiente com qualquer um dos conflitos para se importar o bastante.

A melhor coisa do livro são os personagens. Eles são realmente bem construídos e possuem personalidades distintas e marcantes. Julia com traços muito fortes de independência e a demonstração de quão cansada ela está da vida que leva, Jacob com todo o ar de quem não está onde esperava estar na vida. Além de Sam, o casal tem dois outros filhos: Max e Benjy e, meu deus Max é extremamente inteligente, enquanto Benjy é a fofura em pessoa!

Eu gostaria de acreditar que Aqui estou é um livro que vai ser muito bom para muitas pessoas, que eu que não me entendi com ele, porque o autor realmente foi espetacular em Extremamente Alto e Incrivelmente Perto e eu gostaria muito de ter amado este livro também, mas não rolou.

Se você leu e teve uma experiência diferente, comenta aqui! (:

Onde encontrar: Amazon | Submarino | Americanas | Saraiva | Livraria Cultura


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2 Comentários

  • Responder Grazy Bernardino

    Acho que o nome do filme ficou “Tão forte e tão perto” porque eu lembro de ter assistido um dia desses e achei bem interessante a história. Porém, sei exatamente como se sente em relação à uma leitura arrastada. Vou escrever sobre a biografia do David Bowie no blog, mas adianto aqui que me arrastei meses pra terminar a leitura, o que me frustrou demais! Quando vi seus preparativos com as estrelas de Davi achei que era leitura sobre o holocausto, coisa de historiadora doida né?! Beijos

    6 de junho de 2017 às 15:48
    • Responder Ana P.

      Esse filme mesmo!
      Ai, eu não consigo de jeito nenhum ler biografias por conta desse ritmo lento de leitura. ): Já desisti completamente.

      3 de julho de 2017 às 08:40

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