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Até o fim da queda — Ivan Mizanzuk

Até o fim da quedaTítulo: Até o fim da queda
Autor: Ivan Mizanzuk 
Primeira publicação: 2014
Editora: Draco
Ano: 2014
Páginas: 244
Classificação: 1/5
Skoob | Goodreads

Sinopse: 1993. Em pouco tempo sete jovens se suicidam, e rumores sobre um ritual ganham as páginas dos jornais. A polícia descarta a opção e dá o caso como encerrado. Anos se passam e Daniel Farias, um popular escritor de terror, decide reconstituir o caso em sua nova obra. Durante a pesquisa, descobre histórias sobre uma ordem secreta operando em nome de um demônio, o Dragão Vermelho, cujas origens remontariam a um exorcismo ocorrido no século XVI, na Espanha.

~

Quando a Stephanie me contou que estávamos fechando uma parceria do blog com a Editora Draco, fui correndo olhar no catálogo e, dos livros disponíveis, este foi o que mais me chamou atenção. O mistério de um pacto suicida entre sete jovens é faz exatamente o tipo de mistério que eu tenho adorado ler ultimamente. Mas “Até o fim da queda” foi minha maior decepção literária deste ano (até o momento) e vou tentar explicar o porquê:

Sou obrigada a começar pelo posfácio:

“Eu não sei se o que fiz é exatamente “terror”. Deve ser, porque eu falo bastante de demônios. Mas isso pode ser questionado.”

Não. Na-na-ni-na-não. Não há um grama de terror neste livro, definitivamente. Terror é quando você fica, ao menos, apreensivo com o desenrolar que a história vai tomar. O que não é o caso.

Não sei se vocês lembram da resenha que fiz de Carrie, de Stephen King, algum tempo atrás. Ivan se aproveita da mesma estrutura de retalhos para contar sua história. Entre transcrições de entrevistas, audios e notícias, a história de “Até o fim da queda” vai sendo construída.

A sinopse havia me dado a impressão que leria sobre a investigação de Daniel Farias sobre o caso, um escritor-detetive que seria encarregado de desvendar o mistério que cerca a história dos sete jovens. Mas o máximo de “imersão” neste caso é uma notícia do ocorrido. “Até o fim da queda” mostra entrevistas de Daniel após a publicação de seu livro, juntamente com algumas cartas de Frei Marcos, que podem ser relacionados à irmandade do Dragão Vermelho e transcrições de entrevistas com um membro da irmandade.

Ao passo que o livro em si me decepcionou muito, um ponto forte foi a interpretação das Cartas de Frei Marcos. O que me leva a crer que a história teria muito mais apelo ao leitor se o formato de apresentação fosse diferente, se colocasse Daniel como personagem ativo, levando o leitor consigo enquanto realizava pesquisas e investigações a respeito do caso ocorrido em 1993 em vez de apenas jogar um punhado de informações desconexas ao leitor para que este faça então a seleção do que é relevante ou não e tente encontrar sentido nas conexões entre elas.

Fiquei bastante chateada com essa decepção, já que — como disse antes — acredito que a abordagem do livro deixou muito a desejar e acabou por desperdiçar uma premissa muito promissora.

Onde encontrar: Amazon | Submarino | Americanas | Saraiva | Livraria Cultura

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18 Comentários

  • Responder Thayse

    Ana, que pena que decepcionou, ele parece interessante, mas tem vezes que a gente fica esperando algumas coisas/questões e o livro deixa a desejar. Preciso muito ler mais! E que legal saber que és de Floripa, sou de Floripa também, mas moro em Dublin atualmente 🙂


    Beijos
    Brilho de Aluguel

    25 de junho de 2016 às 15:08
    • Responder Ana P.

      Pois é, fiquei super iludida haha

      Que legal, Thayse! Aproveita bem Dublin, ein?!

      Beijos!

      5 de julho de 2016 às 22:50
  • Responder VANESSA BRUNT

    Poxa, fiquei super curiosa no começo, mas logo passou, rs. Uma tristeza tamanha expectativa que o livro cria para depois tamanha decepção. Mas o que vale é ficarmos com o alerta, e isso adorei! Tomara que nas entrelinhas a obra não deixe de ter reflexões úteis.

    http://WWW.SEMQUASES.COM

    26 de junho de 2016 às 11:57
    • Responder Ana P.

      Eu realmente acho que nenhuma leitura é desperdício, sabe? Então tentei me apegar às partes que eram interessantes, mas uma pena que o livro em geral foi uma decepção. :~

      5 de julho de 2016 às 22:51
  • Responder Ane

    Esse é um livro que provavelmente não estaria entre as minhas leituras e depois de ler sua resenha não ganharia nenhuma chance naquela vibe saindo da zona de conforto.

    28 de junho de 2016 às 15:56
  • Responder Mari

    Gente, eu amei esse livro, principalmente por causa do formato. Foi uma leitura que me prendeu do começo ao fim e eu acho que uma das razões é que eu amei a maneira como a entrevista do Daniel e todo o mistério que envolve o livro que ele publicou e os suicídios coletivos foram apresentados durante a leitura. Pena que você não gostou, eu achei genial.
    Beijos
    Mari
    http://www.pequenosretalhos.com

    28 de junho de 2016 às 21:02
    • Responder Ana P.

      Nossa, sério?! Que legal encontrar alguém com a impressão completamente oposta à minha! Espero que não tenha achado que a resenha foi desrespeitosa de alguma forma com o livro (:

      Beijos!

      5 de julho de 2016 às 22:54
  • Responder Ana Claudia

    Quando li a sinopse, coisa que nunca faço, eu fiquei bem interessada. Aliás, até o nome me deixou interessada, mas sua resenha foi importante pra avisar que não se julga um livro pela sinopse… Ou pelo nome… Ou pela capa…
    😛

    28 de junho de 2016 às 22:32
    • Responder Ana P.

      Ai Ana! Pior que eu nunca leio sinopse também e aconteceu a mesma coisa! O título e capa me chamaram atenção e eu até fui ler a sinopse, dai achei tudo incrível e…….. FUEM

      5 de julho de 2016 às 22:56
  • Responder Aline Alves Silva

    Nossa, a sinopse pareceu tão interessante, que pena que uma história que poderia ser muito boa ser desperdiçada assim. Nunca tinha ouvido falar desse livro e quando comecei a ler a resenha, pela sinopse pareceu que seria um bom livro, que chato.

    28 de junho de 2016 às 22:55
  • Responder Lu Cruz

    A história realmente nos deixa curiosos, mas que pena que são só vários retalhos jogados :/ realmente poderia ser mais interessante se a história fosse um pouco mais guiada. Adoro resenhas honestas!
    Blog Vintee5 | Canal Vintee5

    29 de junho de 2016 às 11:36
    • Responder Ana P.

      Pois é, fiquei muito com essa impressão de história mal explorada :~

      5 de julho de 2016 às 23:10
  • Responder Rubyane Santos

    Que pena que o livro te decepcionou, acho muito chato quando isso acontece comigo :/
    A sinopse do livro me deixou um pouco curiosa, mas acho que de qualquer forma não é o tipo de livro que eu iria gostar de ler, sei lá.

    29 de junho de 2016 às 18:11
    • Responder Ana P.

      Eu te aconselharia a dar uma chance ao livro, caso tenha a oportunidade. A estrutura dele é muito única, então vai que tu dá a sorte de gostar! (:

      5 de julho de 2016 às 23:05
  • Responder Midian Santos

    Hey!
    Nunca li e sinceramente nem pretendo. Não curto nada do gênero, haha,. Sou medrosa, abestada e etc? Sou, mas não ligo.

    Que pena que você não gostou né? Dá uma bad quando isso acontece,não gostar de um livro… Eu mesmo fico pensando: ” Que droga, tantos livros pra ler e leio essa lezeira….”

    beijos,

    http://tordodemorango.blogspot.com.br/

    30 de junho de 2016 às 22:20
    • Responder Ana P.

      Eu também sou bem medrosinha, mas geralmente é mais com filme de terror por conta dos sustos, então costumo aguentar bem livros de terror/horror/mistério.

      Beijos!

      5 de julho de 2016 às 23:04
  • Responder Tary Belmont

    Poxa, quando li a sinopse fiquei super interessada. Mas ai você disse como não é o que a gente imagina na primeira impressão. Bom, ainda assim vou adiciona-lo na minha lista, acho que já cheguei a pegar um livro que achei que seria algo assim e não era, mas gostei mesmo assim, entao vai que né.

    Bites!

    5 de julho de 2016 às 20:35
    • Responder Ana P.

      Sempre vale a pena dar uma chance! (: Espero que você goste e aproveite mais o livro do que eu aproveitei (:

      5 de julho de 2016 às 23:02

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