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Crave a Marca — Veronica Roth

Título: Crave a Marca
Autora: Veronica Roth
Primeira publicação: 2017
Editora: Rocco
Ano: 2017
Páginas: 473
Classificação: 5/5
Skoob | Goodreads

Sinopse: Em um planeta onde a violência e a vingança imperam, em uma galáxia onde alguns são afortunados, todos desenvolvem habilidades especiais – o dom-da-corrente – um poder único para moldar o futuro. Enquanto a maioria se beneficia desses dons, Akos e Cyra não. Seus dons-da-corrente os tornam vulneráveis ao controle dos outros. Será que vão conseguir recuperar o controle de seus dons, de seus destinos e das próprias vidas, e ainda instaurar o equilíbrio de poder no mundo?

~

Veronica Roth é um nome familiar para você? Pois devia ser. A autora conhecida pela série distópica Divergente retorna ao mundo literário com o primeiro livro de uma duologia (segundo a Wikipedia).

Crave a Marca é, ao mesmo tempo, muito similar e muito diferente da série inaugural da autora. Veronica novamente cria um universo todo para alocar sua história, nesse caso estamos literalmente falando em um novo sistema de planetas, povos e culturas.  Esse sistema planetário se constrói em torno do fluxo-da-corrente, uma energia que percorre todos os seres vivos da galáxia e que confere a cada indivíduo, um dom-da-corrente (que são, basicamente, superpoderes).

Dentro do planeta Thuve vivem dois povos rivais: O povo Shotet e os Thuvesitas. Akos, um de nossos personagens principais, é thuvesita e é quando shotets invadem sua casa, matam seu pai e sequestram ele e seu irmão que a história começa a se desenrolar. A partir daí somos apresentados à Cyra e Lazmet Noavek, irmãos da “família real” de Shotet e assistimos várias ramificações da história: a sede de Lazmet por poder; o conflito de Cyra com seu dom-da-corrente (ela é capaz de inflingir grande dor à quem tocar sua pele) e para escapar de seu passado; o crescimento de Akos, sua aproximação de Cyra e sua determinação em resgatar seu irmão; os planos dos rebeldes para derrubar o governo e por aí a fora.

“Mesmo assim, Akos, isso aqui é uma guerra. (…) Uma guerra entre você e as pessoas que destruíram sua vida. Não se envergonhe de lutá-la.”

Crave a Marca é um ótimo livro, mas não espere grandes surpresas. Os desenrolares das tramas não são de todos surpreendentes, mas Veronica Roth sabe exatamente como manter o leitor atento e com aquela vontade de ler só mais um pouquinho. Com ganchos a cada capítulo, fica quase impossível colocar o livro de lado (as últimas duzentas e tantas páginas eu li de uma vez só, madrugada a dentro, e olha que eu sou o tipo de pessoa que adora dormir cedo).

A narrativa se alterna entre os capítulos, alguns são narrados por Cyra, em primeira pessoa, o que nos dá uma percepção muito clara de seus conflitos pessoais e de suas sensações. Outros capítulos são focados em Akos, mas possuem narrativa em terceira pessoa. Por mais estranho que possa parecer essa alternância, ela não atrapalha em nada o fluxo da história.

Apesar de ser um personagem chave na história, Akos não é exatamente um personagem carismático. Muitas vezes tive preguiça de ler seus pensamentos e impressões. Em compensação, Cyra é uma personagem que me cativou demais, especialmente pela força que ela demonstra durante toda a história.

“Sou shotet. Sou tão afiado e gráfil quanto vidro quebrado. Conto mentiras melhor do que digo a verdade. Vejo tudo da galáxia e nunca tive um vislumbre dela.”

Agora é segurar a ansiedade e esperar pelo segundo volume da série!

Onde encontrar: Amazon | Submarino | Americanas | Saraiva | Livraria Cultura


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6 Comentários

  • Responder Kaila Garcia

    Que livro mais amor, amei esse efeito galáxia na capa, ficou encantador! ❤

    http://www.kailagarcia.com

    21 de fevereiro de 2017 às 09:22
    • Responder Ana P.

      Oi Kaila!

      A capa é maravilhosa mesmo! <3

      22 de fevereiro de 2017 às 09:51
  • Responder Cris

    Parece ser um livro bem legal! Mas vou esperar sair todos os livros hahahaha
    Beijos! =**

    22 de fevereiro de 2017 às 13:45
  • Responder Vanessa

    Essa capa é linda demais <3 contexto super original!

    Bjinhos,
    ❥ AmigaDelicada.com.br

    23 de fevereiro de 2017 às 03:22
  • Responder Caroline Prudente

    Primeiramente, QUE BLOG LINDO! Mineirinha do sul de minas? Parece eu menina! UHAUHA Mas agora moro aqui em SP (e daqui um mês no RGS, se liga na doidera).
    Divergente é demais né? Quando começou a sair as notícias desse livro fiquei bem animada, mas confesso que não tinha procurado NADA sobre. Esse post veio na hora certa! UHAUHA
    Achei esse negócio da narrativa em capitulos bem Convergente (acertei? as vezes confundo os livros UHAUAHAU).
    Pareceu uma história com muita capacidade, mas não me interessei muito. Passei por muito tempo viciada em distopias (que mostram um mundo diferente, como esse livro), mas confesso que cansei bastante. Com o 3º ano, fiquei um ano todo sem ler e confesso que dei uma desacostumada básica. Não sei nem mais o que eu gosto ou não de ler! Coisa loca mesmo. Tenho alguns livros aqui pra ler ainda então estou lendo-os =)
    Muito feliz de encontrar seu blog, sério mesmo!
    4am.com.br

    26 de fevereiro de 2017 às 21:05
  • Responder Fer Freitas

    Estava super curiosa porque não sabia sobre o que se tratava o livro sendo que ele está na “modinha”. Achei interessante. Obrigada e parabéns pela resenha!

    Blog Meu Aleatório

    8 de março de 2017 às 23:40
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