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A fofa do terceiro andar — Cléo Busatto

A fofa do terceiro andarTítulo: A fofa do terceiro andar
Autora: Cléo Busatto
Primeira publicação: 2015
Editora: Galera Record
Ano: 2015
Páginas: 144
Classificação: 5/5
Skoob | Goodreads

Sinopse: Primeiro juvenil da escritora Cleo Busatto, autora de mais de 20 livros, a maioria infantis. A fofa do terceiro andar é a história de Ana, uma menina acima do peso, mas cheia de opinião, que se muda para uma escola nova, começa a sofrer bullying dos colegas e acaba desenvolvendo uma depressão. Quando o ano recomeça, ela muda de turma e conhece um menino que não se importa com o peso dela e eles começam a namorar. A família dele é meio hippie e ele ensina a ela que, mesmo fora dos padrões ela é bonita.

~

“A fofa do terceiro andar” foi um livro que já escolhi sabendo que ia gostar. Depois de dois livros que me deixaram confusa e não me agradaram tanto (“Até o fim da queda” e “O inventário das coisas ausentes“), nada como um infanto-juvenil. Nome bonitinho + capa bonitinha + temática interessante é uma receita pro sucesso da cura da decepção literária.

E, apesar da história ter sido bem diferente do que eu esperava, o resultado foi exatamente como eu esperava no meu ânimo de leitora.

Ana é uma adolescente acima do peso, como fica bem claro pelo título do livro. Ana é inteligente, ama ler, se mostra sempre feliz por aí e é bem próxima da Julia, sua amiga de infância. Mas ela é gorda (ou “fofa”, como seu colega de sala e vizinho refere-se a ela) e, como bem podemos imaginar, sofre bullying na escola. O livro é contado através da própria Ana em forma de textos em seu caderno, uma espécie de diário que lhe permite desabafar sobre suas experiências. Nos primeiros registros ela se apresenta mais do que relata, tendo o foco mais em si de que em suas histórias. E é no último registro de seus 14 anos que ela decide:

“Esta Ana que agora lhe escreve se despede dela própria. Quem irá acordar amanhã será outra pessoa, não sei quem, mas com certeza não será essa que agora se vai.”

É pouco depois deste dia que acontece um dos episódios mais traumáticos relatados por ela: um tombo na cantina da escola, na frente de todo mundo.

E é este episódio que fecha a primeira parte do livro (intitulada “Baleia”) que é o turning point do livro.

A segunda parte (“Fênix”), começa com relatos da dificuldade em superar o ocorrido e Ana dá uma demonstração incrível de coragem ao rebater as chacotas que a recebem de volta na escola. A partir daí passamos a conhecer uma Ana diferente, concentrada em sua saúde e, aos poucos, fazendo as pazes com seu corpo. Ana se apaixona e conhecemos também a história desse relacionamento, conhecemos seus problemas pessoais (alheios ao seu excesso de peso) e somos encantados pela alegria, coragem e positividade dessa personagem incrível.

“A fofa do terceiro andar” é o típico livro simples e rápido que serve pra dar aquele tapa na cara da gente. Abri o livro esperando ler sobre as crises de uma menina acima do peso. Encontrei uma história que mostra isso pouquíssimas páginas e utiliza o restante da narrativa para construir uma história “comum”, fazendo a gente pensar “gente, é verdade, porque eu achei que o livro precisava ser sobre a luta contra a balança?”.

Adorei conhecer a Ana e adorei o estilo de escrita da autora, bem como a história criada no livro. Apesar de se apresentar em uma narrativa temporalmente linear, não é uma narrativa constante, de modo que alguns textos tem espaços de dias entre si, outros tem espaços de semanas ou meses. Ao contrário de muitos livros contados neste estilo, não apresenta marcações de datas nem nada, apenas os relatos da adolescente.

A leitura é simples, rápida e fluída, e adoraria poder ver este livro como leitura escolar recomendada 😉

Onde encontrar: Amazon | Submarino | Americanas | Saraiva | Livraria Cultura

52 Livros em 52 Semanas


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4 Comentários

  • Responder Nicas

    Como sempre, suas resenhas são ótimas (odeio resenha de 3 linhas de texto e 20 fotos de livro, gente, pra que?!)! Acho que pra nós que já estamos na internet, depois dos 25 e com muita coisas nas costas, o tema (e até a abordagem) possam ser um pouco batidos, mas como eu senti fata de uma coisa assim na minha pré-adolescência! Que não fosse uma coisa didática demais e politicamente correta demais, é uma história boa, contada com recursos diferentes e que mostra que esses problemas são normais (e não precisam ser o centro da vida).

    24 de julho de 2016 às 14:19
    • Responder Ana P.

      AHAUAHUAHAU brigada <3 (essas resenhas também me agoniam!)

      Siiim! Exatamente, eu curti muito a leitura porque fiquei pensando que queria ter lido esse livro quando era mais nova!

      22 de agosto de 2016 às 16:23
  • Responder Bianca

    Gostei bastante da sinopse do livro, eu sempre fui gordinha e sofri muito por causa disso na adolescência, me identifiquei com a personagem.
    Beijos

    24 de julho de 2016 às 16:50
  • Responder Isabella de Fátima Lessa

    Que bacana o livro Ana, não escutei falar sobre e gostei bastante!

    Valeu pela dica 😉

    Beijão ;*

    24 de julho de 2016 às 19:07
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