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Minha estante #1 – Alessandro D’Avenia

estante

Não, eu não saí do blog.

Aconteceu que, depois de apresentar meu TCC, achei que teria mais tempo livre e no fim acabei com menos tempo. E, quando tive tempo, fiquei pensando no que postar e não consegui pensar em nada que eu gostaria de escrever e que pessoas poderiam gostar de ler. Até que eu achei.

Bom, vamos começar explicando que o título “Minha estante” é meramente figurativo, já que moro em Florianópolis e a minha estante real fica na casa do meu pai, em Sorocaba. Mas decidi que precisava compartilhar com o mundo um pouco mais sobre meus autores favoritos, que ocupam a primeira prateleira.

A ordem aqui é completamente aleatória e me reservarei no direito de não incluir JK Rowling na lista por motivos claros.


Alessandro d’Avenia

Italiano nascido em 1977, Alessandro d’Avenia tem uma formação acadêmica incrível em literatura, tendo estudado literatura clássica, antropologia do mundo antigo, escrita e produção de ficção e cinema. Além de escritor, é também professor.


Branca como o Leite, Vermelha como o Sangue (2010)

Seu romance de estréia, atingiu um milhão de cópias e traduções em 19 idiomas até 2013.

Eu sou completamente obcecada por esse livro. Eu acabei trombando com ele numa livraria no fim de 2011, não comprei e acabei ficando com isso na cabeça. Tentei procurar resenhas mas não lembrava mais o nome do livro, lembrava apenas da palavra “vermelha”. Pesquisei no site da livraria e encontrei em meio a 36 páginas de diferentes edições de “Chapeuzinho Vermelho”. Voltei à livraria no mesmo dia, 5 minutos antes de fecharem, e comprei.

Eu engoli esse livro duas vezes em um dia.

Alessandro d’Avenia tem uma intimidade tão grande com as palavras que é difícil acreditar. A história parece simples – garoto adolescente se apaixona por garota doente – mas a profundidade que Alessandro dá aos sentimentos envolvidos nessa história te faz querer se afogar nas palavras.

Esse livro, de um autor que eu nunca havia ouvido falar, que estava na prateleira mais baixa da livraria, desbancou absolutamente todos os outros livros que eu amava. Não consigo sequer achar que faço jus à ele escrevendo isso, de tão incrível que é. Vão ler este livro, urgentemente.

O livro virou filme em Abril de 2013, e só semana passada consegui encontrar uma versão legendada. É bom ver os personagens ganharem forma, mas não chega aos pés do livro.

Coisas que Ninguém Sabe (2011)

Seu segundo romance, Coisas que Ninguém Sabe, foi traduzido para oito idiomas.

“Sozinha em seu quarto, com o sol de verão ainda sobre a pele, Margherita se sente como qualquer adolescente: uma equilibrista na corda bamba. Somente o amor dos pais, da extraordinária avó, Teresa, e do irmãozinho lhe permite caminhar sobre essa corda, mostrar-se ao mundo e tentar crescer com suas próprias forças. No entanto, um dia, Margherita ouve uma mensagem na secretária eletrônica. É de seu pai, anunciando que não voltará mais para casa. O vazio se abre sob seus pés.”

Apesar de menos encantador que o primeiro, novamente é notável a habilidade do autor de criar uma narrativa simples mas profunda.

 

Ciò che inferno non è (2014)

Traduzindo livremente, seu terceiro romance se chamaria “Coisas que o inferno não é”

(Informações obtidas através de sinopse em italiano traduzida por pouco conhecimento na língua e google tradutor.)

Federico tem dezessete anos e um coração cheio de perguntas que a vida ainda não respondeu. 3P – seu professor de religião – o convida a lhe ajudar com as crianças de seu bairro. Quando Federico cruza a fronteira que o separa do resto da cidade, ainda não sabe que naquele momento ele começa a sua nova vida. A noite chega em casa sem uma bicicleta, com o lábio cortado e a sensação de ter descoberto uma realidade totalmente estranho e ainda assim está intimamente relacionado. Mas eles também são as ruas habitadas por Francesco, Maria, Dario, Serena, Toto e muitos outros que nos dão a esperança de uma vida diferente…


Semana que vem: Markus Zusak


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3 Comentários

  • Responder Cris

    Confesso que eu não conheço quase nenhum desses livros rs Mas parecem interessantes! Vou procurar algum desses para ler 🙂
    Beijos! =**

    17 de dezembro de 2014 às 13:22
    • Responder Ana P.

      Cris, é um autor um tanto desconhecido, mas recomendo muito. Comece pelo primeiro (: É o melhor. O último ainda não foi traduzido para o português, mas já entrei em contato com a editora e confirmaram o lançamento da versão traduzida para o ano que vem.

      17 de dezembro de 2014 às 15:52
  • Responder Quase Mineira - Gastronomia, Escotismo e o cotidiano de uma paulista em Minas

    […] como o Sangue (sobre o qual falei no outro post). Eu lembro exatamente quando vi o livro pela primeira vez. Numa prateleira baixa, na FNAC do […]

    11 de fevereiro de 2015 às 14:01
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