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Crise dos 25

    Comportamento

    26.

    Ilustração de C. Cassandra

    Hoje eu completo 26 anos e eu estou em pânico.

    Um tempo atrás eu vim aqui falar sobre minha crise existencial e posso afirmar que desde então a crise só se intensificou, viu. Quanto mais eu penso sobre a incerteza da minha vida profissional e quanto mais converso com amigas sobre a dificuldade que todo mundo da nossa idade está tendo pra conseguir um emprego na sua área de formação, maior fica o desespero. E não vou nem me alongar no fato de que, uns anos atrás, com 26 anos tinha muita gente já casada e sustentando filho.

    EU NÃO SEI COMO SER ADULTA, cadê o manual de instruções? Pagar boleto a gente até sabe – mesmo não gostando, mas como combater a preguiça de marcar aquela bateria de consultas e exames médicos anuais? Como parar de pedir lanche em casa toda semana e começar a ter uma alimentação decente? Imposto de renda?!?! Por favor alguém me diz que existe algum curso online de lições básicas de como ser adulto.

     

    Quando começa a bater o desespero, eu tento ao máximo me lembrar que a vida simplesmente acontece. E isso foi uma coisa em que eu sempre acreditei, mas que eu fui lembrada com muito vigor nesses últimos meses. Chegou um ponto desse ano que minha vida olhou na minha cara e falou “menina, se segura” e começou a sacodir tudo. Coisas sobre as quais eu tinha muita certeza ruíram de uma hora para a outra e coisas que eu nunca imaginei que aconteceriam, aconteceram. Por mais que tenhamos o poder de fazer escolhas, eu acredito cada vez mais que algumas coisas realmente vão acontecer independente de que caminho você tenha traçado.

    Tenho pensado – e tentado colocar em prática – que o importante mesmo é tirar um tempinho no fim do dia pra pensar sobre tudo o que está acontecendo, agradecer – o universo, as pessoas, seu deus ou você mesmo – as coisas boas que estão acontecendo (mesmo as que são lições das coisas ruins!) e pensar também sobre os problemas. Fragmentar os problemões em pequenos problemas, e atacar cada uma dessas raízes. O que tem solução? Se não tem solução, deixa pra lá. Se tem, pronto, você já sabe sair dessa, agora é só resolver!

    É claro que é muito fácil falar sobre tudo isso. Mas quando paramos para pensar nos problemas, em vez de fragmentá-los e entender suas raízes, acabamos emendando um no outro e aí que mora a famosa BAD. É difícil e é um exercício diário, pouco a pouco, e que exige muita paciência com você mesmo.

     

    Enfim, fica aqui meu presente de aniversário pra mim mesma: um desabafo público meio desconexo ahaha

     


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