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    Comportamento

    Saindo do ninho: prós e contras de ir morar longe da família

    Photo via Annie Spratt @ Visualhunt

    Um dia desses eu me peguei pensando no quão certeira foi minha decisão de morar longe da família. Em 2010, aos recém-completos 19 anos, eu me mudei de Sorocaba para cursar a faculdade em Florianópolis. E, por mais que desde a infância eu falasse em alto e bom tom que queria fazer faculdade fora e sair do ninho, quando eu me vi sozinha em uma cidade em que eu não conhecia ninguém e com absolutamente todas as minhas coisas amontoadas em cima de uma cama de solteiro, me bateu um leve desespero enquanto eu tentava descobrir por onde começar essa aventura.

    De lá pra cá passaram-se quase sete anos (esse aniversário é no final de Julho) e não são poucas as vezes em que eu agradeço por ter tido essa oportunidade enquanto chego sozinha em casa num dia qualquer.

    Eu felizmente pude contar com a ajudar financeira parental, então essa adaptação não foi tão difícil quanto poderia ter sido, mas sentir aquele peso de será que essa é a coisa certa? e não encontrar ninguém familiar à sua volta conseguem tornar a situação bastante assustadora. Mas, como toda aventura, tem seu lado bom e seu lato ruim, então decidi parar um pouquinho pra apreciar esses dois lados e compartilhar com vocês. ♥

    Pra aproveitar:

    A primeira coisa é ver a nova família que você vai criar. Eu não falo de casar e ter filhos, mas de cultivar amizades que vão se tornar aquela companhia agradável num almoço de domingo, que vão te ajudar a ter um ótimo dia no seu aniversário longe da família ou mesmo a ocupar os dias de feriados livres que não deu tempo pra programar aquela visita à cidade antiga. Pode parecer uma tarefa impossível no começo, mas se você estiver disposto, logo vai começar a criar vínculos com as pessoas ao seu redor.

    Além disso, eu acredito que essa ruptura com a rotina e ambiente em que você conviveu por anos fazem maravilhas para o desenvolvimento da individualidade e para o crescimento pessoal de cada um. Sem a influência hierárquica constante da família, você se sente mais livre para tomar decisões, saindo da sombra de pais ou avós, por exemplo. O que não quer dizer que quem continua morando com os pais não é capaz disso, mas esse choque de realidade acaba acelerando isso.

     

    Pra aprender e não se deixar abater:

    Uma coisa que sempre me derruba é quando eu fico doente. Estar completamente indisposta e precisar cuidar de si mesmo é possivelmente uma das piores coisas da “vida adulta, e a melhor solução pra isso é não ficar doente. Então manter uma alimentação minimamente decente é muito importante pra manter a imunidade corporal controlada e tornar mais difícil (e menos frequente) as gripes e resfriados. Mas não tem como escapar completamente, então aprenda a fazer uma boa sopa e tenha um amigo que não vai se importar de servir como delivery e te levar um carregamento de remédios (ou recorra às farmácias com o serviço).

    Além disso, é importante que você estabeleça uma rotina de organização pessoal, coisa com a qual eu venho falhado miseravelmente nos últimos quase sete anos. Ter uma rotina para trocar roupa de cama e banho, lavar suas roupas, limpar sua casa e fazer compras são importantes pra não acabar no desespero de não ter uma roupa limpa, despensa vazia e quarto sujo bem naquela semana de provas.

    E você? Quais seus aprendizados sobre morar longe ou seus medos/dúvidas sobre o assunto?


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